Crô (Marcelo Serrado) está entediado. Milionário, o ex-mordomo quer ter alguma utilidade e não ficar apenas gastando a fortuna. Após sonhar com a mãe (Ivete Sangalo), tem o insight: o que o deixa feliz é servir as mulheres.
Para isso, resolve procurar uma "deusa do Nilo" (como chamava a antiga patroa, Tereza Cristina, emFina Estampa) para voltar a ser mordomo. Quando encontra a ideal, Vanusa (Carolina Ferraz) descobre que ela é dona de uma confecção que utiliza trabalho escravo. Esta é a história de Crô,longa que leva o personagem da novela para os cinemas e estreia nesta sexta-feira, 29.
O que poderia ser uma comédia divertida, se torna um filme que se divide em dois temas que provocam reações distintas: o humor, com Crô buscando a nova patroa, e a repulsa, o trabalho escravo.
Ambos com diferenças tão díspares que seria impensável reuní-los - com sucesso - em um mesmo filme, ainda mais em um roteiro no qual nenhum deles é abordado de forma eficiente - a cena óbvia de Crô entrevistando candidatas só acontece lá pelo final do filme, e não tem graça.
A história parece que foi criada às pressas, com resoluções abruptas e momentos que poderiam render mais. Uma situação envolvendo um travesti e um determinado personagem é mal aproveitada.
Irregular
O roteiro de Aguinaldo Silva, com situações absurdas até mesmo para ele, e a direção preguiçosa de Bruno Barreto prejudicam o longa. Sorte deles que o elenco está afinado, mesmo que nem isso seja suficiente para salvar o filme - mas evita um desastre ainda maior.
O ponto alto de Crô se resume às cenas que envolvem Marcelo Serrado e Alexandre Nero, os grandes destaques do filme. Os dois repetem a relação conflituosa - e divertida - da novela e participam das cenas mais engraçadas, que envolvem muito improviso.
Kátia Moraes, que interpreta a empregada Marilda, também da novela Fina Estampa, e Carolina Ferraz conseguem sair ilesas do filme. Até Ivete Sangalo, em rápida participação, convence, imitando alguns trejeitos de Crô.
Se o filme chegar a 3 milhões de espectadores, ganhará uma continuação. Que Aguinaldo Silva deixe a "cria" para um novo roteirista.
Assista ao trailer:
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